Uau! Esta palavra talvez seja a expressão mais próxima para descrever o que senti ao ver Assassin's Creed. Porém admito que para aqueles que já têm conhecimento da história o filme pode ser considerado muito... parado.
Confesso que meu objetivo inicial era ver Moana, só que pouco antes de chegar a minha vez para comprar meu ingresso a sessão 2D de Moana havia esgotado e levaria pouco mais que 1h e 30 min para começar a 3D, então por uma votação justa e unânime a mente maligna que me acompanhava aceitou ver Assassin's Creed.
Infelizmente eu não cheguei a completar nenhum jogo (devido às minhas péssimas habilidades como gamer) e apenas comecei a ler o 1o livro da franquia ( por algum motivo, que não me lembro qual, parei), mas posso afirmar que o filme em si é uma obra de arte. Com uma sonoplastia impecável e, em certos momentos, arrepiante só posso agradecer pela produção e me perguntar por que sempre tem uma águia.
Porém seria injustiça dizer que o filme só tem pontos positivos. A pior coisa que podia acontecer, aconteceu. Eles estragaram o "final". Para garantir uma continuação eles forçaram um novo vilão guela abaixo (apesar de achar que a coisinha não é vilã de verdade, e sim algo como um Severo Snape da vida...). E aparentemente, apesar de inúmeras referências aos jogos, vários fãs não gostaram das diferenças entre a franquia original e a produção cinematográfica. Mas gente, calma lá. Não pode ser pior que Percy Jackson ou Dance in the Vampire Bund, pode?
Mas independente disto a ironia do filme não passa despercebida. E que grande ironia! Creio, eu, que até mesmo a mais densa das pessoas a percebeu.
TRAMA:
O filme começa com um homem entrando para o credo dos assassinos ( Assassin's Creed ) no século XV e nesta vemos as regras que os Assassinos devem seguir. Depois muda para uma criança tentando fazer uma manobra de bicicleta que não dá muito certo, diga-se de passagem. Depois do belo tombo que o menino leva,ele sabiamente vai para casa e encontra a mãe morta. Ao que tudo indica o paps a matou e mandou o filhote correr deixando umas palavras enigmáticas pro coitadinho.
Trinta anos se passaram e agora o jovem Cal Lynch é um homem condenado a injeção letal pelo governo do nosso queridíssimo governo dos EUA (SPOILER SEM IMPORTÂNCIA: ele foi preso e condenado por matar um cafetão). Mas depois de sua execução ele acorda e dá de cara com uma mulher que diz que ele está oficialmente morto e que ele está em Madrid-Espanha para ajudar em sua pesquisa para erradicar a violência (não exatamente assim, mas parecido com isso).
E como um bom protagonista ele tenta fugir, tanto de Sophia (cientista líder da pesquisa - Stalingrado nas horas vagas - é a tal mulher que lhe dá a notícia de sua morte oficial) quanto do credo( mas é claro que ele aceita suas responsabilidades no final, ou a de seu sangue...), mas ainda assim o usam para reviver a vida de seu antepassado, Aguilar, E PASMEM: eles não são idênticos!!! Sim, eles são parecidos (até porque são interpretado pelo mesmo ator), mas eles não têm, por algum motivo bizarro, a mesma cara, o mesmo estilo de barba, a mesma pinta, a mesma cicatriz no mesmo lugar por qualquer que seja a vontade do universo.
Na trama Cal recebe indiretas nada sutis de qual caminho seria o correto, mas ele tá pouco se lixando com o que os outros querem, ele só quer sua vida de volta. E eu, sinceramente, não o repreendo por isso. Sei do tal juramento que os Assassinos fazem, mas quem o fez foi Aguilar, não ele. Mas ele acaba por tomar juízo na cara.
FILME:
Baseado em uma franquia de jogos, o filme de 2h 20min tem como gênero ação, ficção científica, aventura e -por conta própria - uma dose quase letal de teorias da conspiração. Tendo como diretor Justin Kurzel , o filme também conta com Michael Fassbender (Magneto, Steve Jobs - Steve Jobs) como Cal e Aguilar, Marion Cotillard como Dra. Sophia (essa mulher é foda) o filme nem de longe é tão longo quanto deveria ser e, apesar de ser uma história não relacionada com a franquia original, é uma ótima aposta para começar a conhecer esse rico universo, além de, claro, se divertir.
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